Portugal · Douro
Ramos Pinto
Ramos Pinto é um dos nomes mais reverenciados do Vinho do Porto e do Douro. E para os brasileiros, seus vinhos têm um “sabor” especial. É que Adriano Ramos Pinto, que fundou essa casa em 1880, fez do mercado brasileiro um porto seguro para seu negócio já no início do século XX. A Ramos Pinto possui cerca de 250 hectares de vinhedos no Douro que estão divididos em quatro propriedades. Adquirida em 1919, a Quinta do Bom Retiro é uma das mais belas do Douro. Os primeiros vinhedos foram plantados em 1789 e 80 hectares de vinhas têm acima de 40 anos de idade. Vizinha à Quinta do Bom Retiro, a Quinta da Urtiga foi comprada em 1933 e mantém um tesouro de 3,5 hectares de vinhas velhas, com idade média superior a 100 anos. Desde 2017, essa propriedade encontra-se em modo de produção 100% orgânica combinada a práticas biodinâmicas. Já no Douro Superior, a Ramos Pinto possui a Quinta dos Bons Ares, com 25 hectares de vinhedos e a mítica Quinta de Ervamoira, que entrou para a história do Doro como a “quinta modelo”. Essa propriedade foi selecionada, em 1974, por José Ramos Pinto Rosas, então administrador da casa Ramos Pinto, e serviu como base de estudos pioneiros. Devido ao terreno pouco acidentado, foi possível implementar nela uma nova forma de vinha, chamada vinha ao alto. Um outro estudo, realizado em 1981, identificou as cinco melhores castas tintas para a região do Douro, entre 70 disponíveis: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão. Em 1990, a casa Ramos Pinto passou a integrar o grupo francês Louis Roederer, o que impulsionou mais um projeto visionário: a elaboração de vinhos tintos e brancos no Douro – na época, uma raridade. Os rótulos Duas Quintas figuram, desde então, entre os melhores da região. A Ramos Pinto continua sob a gestão da família que a fundou, tendo como CEO, desde 2016, Jorge Rosas. Douro
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